Mitos e Verdades Sobre a Pastilha de Freio

Atualizado: 6 de Ago de 2018

Criado no fim do século XIX e presente nos veículos desde a década de 1950, o freio a disco foi uma grande evolução dos automóveis e permitiu frenagens mais seguras e confiáveis. As pastilhas de freio são componentes essenciais desse sistema e, por esse motivo, é preciso ficar atento aos sinais de desgaste.




Pastilha de freio não precisa ser trocada


Não é verdade.

A durabilidade da pastilha de freio está diretamente ligada ao seu uso e ao tipo de material utilizado nelas.

Quanto ao uso, por exemplo, se você mora em uma cidade muito grande, como São Paulo, em que engarrafamentos e aquele clássico arranca e para são comuns, a duração delas será bem menor.

Nesses casos, o recomendado é fazer a troca a cada 20 mil quilômetros.

Já se você não tem um uso tão frequente do freio, elas podem durar de 35 a 40 mil quilômetros.

Mas, independente da quilometragem e do tempo de uso, é necessário trocar as pastilhas quando o material de atrito chegar a espessura mínima indicada pelo fabricante.

Mas quanto é isso?

Varia também de pastilha para pastilha.

O ideal é você ver as especificações na embalagem.

Mas, geralmente, é 3 milímetros.

Para não ter erro, faça a verificação das pastilhas a cada 10 mil quilômetros ou toda vez que levar o carro na oficina.

Caso você note alguma diferença nelas, leve antes.


Nem todas as rodas têm pastilhas de freio


É verdade.

No Brasil, a maioria dos carros possui pastilhas de freio somente na frente, que é onde costuma ficar o sistema de freio à disco.

Sendo que, no eixo traseiro, costuma ser usado um sistema de freios a tambor.

Contudo, alguns veículos possuem o sistema de freio à disco nas quatro rodas.


Pastilhas da frente se desgastam antes


É verdade que as pastilhas da frente gastam mais rápido e precisam ser trocadas antes.

Mas é também um mito ao mesmo tempo.

Como?

Para você entender, o eixo da frente tende a ser mais usado para frenagem, enquanto o de trás fica mais responsável pela estabilização do veículo.

Contudo, as montadoras normalmente compensam essa diferença no desgaste, colocando pastilhas menores atrás.

Ou seja, apesar das pastilhas da frente gastarem mais rápido, você terá que trocar todas ao mesmo tempo.


Não tem como saber o momento certo de fazer a troca


Isso é mito.

É mais simples do que você imagina identificar quando é chegada a hora de trocar a pastilha de freio.

Você irá notar pelo menos um dos sintomas que vamos relacionar.

Em primeiro lugar, vai sentir dificuldade para freiar o veículo.

Se isso acontecer, você terá que fazer mais força no pedal e vai notar que o carro leva mais tempo para reduzir a velocidade.

Ou você vai perceber que o pedal do freio está mais fundo ou mais baixo que o normal.

Outro sinal se dá ao ouvir um ruído agudo ao acionar o sistema de freio.

Isso significa que a pastilha já está bem gasta, tanto que a plaqueta do freio já está pegando no disco.

Nesse caso, Roman alerta que o desgaste na pastilha pode impactar negativamente no disco de freio.

“Se chegar nesse ponto, vai danificar o disco e ter perda de eficiência, pois terá o contato de duas partes metálicas. Talvez seja necessário até substituir o disco”.


Pode ser necessário substituir o disco junto às pastilhas


Essa ficou fácil, pois acabamos de responder no tópico anterior.

Você só precisa trocar o disco caso a avaria seja muito forte – capaz de abrir sulcos bem profundos na peça.

Caso contrário, você pode mandar fazer uma retificação do disco de freio, mas cuidado para não atingir a espessura mínima indicada pela empresa fabricante (que também consta no manual).


A quilometragem indica a hora de trocar as pastilhas


É verdade.

Quando atingir os 20 mil quilômetros, caso seu carro seja exposto a muitas freadas, comuns em grandes centros urbanos, ou até 40 mil quilômetros, caso você utilize o carro para viagens mais longas, que não precisam do arranca e para constante.


Painel pode informar sobre desgaste das planilhas


Essa pode surpreender você, mas é verdade.

Alguns veículos contam com sensor de desgaste das pastilhas de freio.

Ou seja, acende uma luz no painel indicando o momento da troca, o que torna bem mais prático saber o momento certo.

Alguns veículos como o Jetta e o Passat possuem esse sistema, mas não são todos os carros que têm essa tecnologia.

Como saber se o seu carro possui esse sistema?

Olhe no manual do proprietário, na parte referente às luzes do painel.


Pastilha de freio não gasta à toa


É mito a informação de que pastilha de freio não gasta no dia a dia.

Elas gastam tanto que é necessário fazer a substituição de tempos em tempos.

Obviamente, quanto melhor é o material do qual é feita, mais tempo e uma maior quilometragem ela dura.

Mas isso não significa que um bom motorista, que dirige de forma defensiva, não se depare desgaste no componente.

Mesmo as pastilhas de cerâmica, que são bem mais resistentes, também gastam.


Ainda restaram dúvidas ? Ou precisando realizar a manutenção do seu freio?

Entre em contato conosco, teremos prazer em atende-lo, converse com quem entende!





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